O carnaval para o cristão
- Publicado em 16.02.12
- Sociedade
O carnaval, diferente do que muitos pensam, não é uma criação brasileira. Sua origem se deu na Grécia no século 6 a.C. A festa era um culto dedicado aos deuses pagãos, na qual aconteciam rituais com o uso de bebidas e orgias.
Passado por gerações, o carnaval chegou ao Império Romano onde foi celebrado por muitos anos como festa pagã. Após a queda do Império Romano e sua cristianização, o carnaval passou a ser comemorado de forma diferente, agora sem atos pecaminosos, não como forma de culto pagão, mas como preparação para os dias da quaresma, período em que nessa época era proibido comer carne. Disso compreendemos a interpretação da palavra carnaval como festa da carne.![]()
Com essa nova forma, o carnaval passou a não ser a principal data, mas sim a Páscoa, ou seja, a grande festa cristã é que passou a ser a base para a data. A data do carnaval até hoje é escolhida como consequência da data da Páscoa que segue a Tradição da Igreja.
Seguindo esse modelo, o carnaval para nós cristãos é a festa em que nos preparamos para vivermos o tempo da quaresma, momento de entrarmos no deserto com Jesus para que possamos nos aproximar de Deus e daquela que é sua vontade para nós.
Há alguns anos, muitos católicos têm vivido bem esses dias nos chamados rebanhões, que através de encontros e retiros nos dias do carnaval, se colocam em intensa oração e escuta de Deus, vivendo momentos de muita alegria, fé e esperança. Muitas cidades realizam esses eventos atraindo jovens que estão cansados da alegria momentânea oferecida por toda a parte.
Vivemos num país que se diz católico e cristão e nas noites do carnaval oferece milhares de preservativos, oferece o pecado e a imoralidade aos jovens e às famílias, oferece a prostituição e até mesmo as drogas, pois onde falta a moral e a verdadeira alegria existe o vazio que leva às temidas dependências. Esse país precisa de profetas para levantar e dizer: A verdadeira alegria é Cristo. Não os prazeres, não a imoralidade, mas Cristo.
Não desperdicemos o nosso tempo com festas pagãs de orgias e bebedeiras como no passado, mas usemos essa data de forma cristianizada, como um momento de despedida de um tempo para vivermos bem o tempo que nos levará à vitória da cruz, à Páscoa de Nosso Senhor.
Se queremos alegria, verdadeira alegria é saber que Deus é a nossa força em todos os momentos e que é Ele que nos dá a graça de viver a plenitude da alegria. Não troquemos aquele que é alegria eterna por momentos que passam.
"Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém!" (I Cor 6,12)
Por Renata Souza, missionária da Comunidade Deus Proverá

